segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um bom briefing é o primeiro passo para o sucesso em propaganda? Não é o primeiro passo para se arrumar um namorado

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Hoje o Mário Ribeiro, meu psicoterapeuta falou pra mim: "Grazi, você precisa formatar esse rapaz que você tanto quer. Quem sabe assim, Grazielle, você deixe se perder pelo meio do caminho, com caras que não tem nada a ver com você." Ao chegar em casa, fiz o que os colegas publicitários chamam de briefing. No bloco de notas do meu netbook, que geralmente esboço meus textos mais sórdidos, assinalei todos os formatos, intelectos, medidas, cores, palavras, sentimentos possíveis que esse "cara" deve ter:
25+, caminhando para ser bem-sucedido (mas porque ralou e não porque nasceu rico e papai bancou tudo) moreno, não muito alto, mas também baixinho nem pensar né? Malhado não, (porque quanto maior os músculos, menor o cérebro), sensível, carinhoso, inteligente, racional, com senso de humor. Ele tem que amar a família dele, pai, mãe e irmãos, mas é bom que queira constituir uma. Que ele queira ter filhos e ame as crianças, mas que nem por isso haja como uma. Ame os animais, em especial os cachorros, mas que nem por isso queira ser um. Que ame a mãe dele, mas nem por isso queira que eu seja uma mãe pra ele. Que ele tenha muitos amigos e os ame como irmãos, mas nem por isso, dependa deles para ter personalidade. Que ele não ronque e ainda mais importante, ele respire de um jeito aceitável quando dorme depois de beber cerveja e nuncaaaaaa: vomite.


Vovó sempre diz que é pra gente tomar cuidado com o que deseja, pois em três dias o homem do briefing apareceu. Trocamos algumas mensagens no facebook, tweets, sms e telefonemas. A compatibilidade foi tanta, que no nosso primeiro encontro eu pensei seriamente em ir vestida de noiva.

Ele, o homem do briefing, escolheu pra gente o restaurante certo, me buscou na hora certa, com o perfume certo, ouvindo a música certa e ainda disse todas as palavras certas. Uma cultura invejável. Ainda me faz sentir constrangida com minha listinha de músicas, filmes e livros, medíocres.

No carro ele abriu a porta para mim, me deixou controlar o ar-condicionado, mas, entretanto não me deixou mexer nas, afinal, homem que é homem precisa ter meio termo. Se ele não me deixar fazer nada, escolher nada ele é grosseiro, se me deixar tomar conta de tudo é um frouxo. Ahhh quer saber, ele é mesmo perfeito!

Ele me deixou na portaria do prédio, desceu do carro, me acompanhou até o elevador. Me deu um beijinho carinhoso na boca. Não tentou me agarrar. Na manhã seguinte o porteiro me acordou super ansioso, havia um motoboy com flores e bombons querendo subir.

Finalmente eu havia encontrado quem eu sempre procurei. Ele existia e podia ser meu.

Só continuo solteira porque, infelizmente, nunca mais quis falar com ele. PQP cara chato!






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